O depósito nada mais é que a entrega de um numerário (dinheiro) ao Banco, para que este o guarde (ou aplique) para o cliente, e lhe restitua, total ou parcialmente, ou na época combinada, ou quando este pedir. Os depósitos são classificados em "depósito a vista" e "depósito a prazo".
Os depósitos a vista são aqueles que o cliente quer deixar o dinheiro à sua disposição, para sacar tudo ou uma parcela, a qualquer hora que lhe seja necessário. Normalmente os depósitos a vista são feitos em conta corrente.
Já os depósitos a prazo são investimentosque não estão à imediata disposição e liberação ao cliente. Este deve ou aguardar um prazo de vencimento, para resgatá-los, ou dar um aviso antecipado, a instituição financeira de que pretende seu numerário.
Normalmente os depósitos são feitos no Caixa do Banco, que recebe o dinheiro e autentica a ficha de depósito que vale como prova de que foi feito o depósito e que o cliente entregou o dinheiro ao Banco.
As fichas de depósitos devem ser preenchidas pelo cliente ou por funcionário do Banco, normalmente por funcionários do Banco, constando, especificamente, os valores em cheque e em dinheiro, sendo que uma das vias da ficha será entregue ao cliente e a outra será o documento contábil do caixa.
O depósito tanto pode ser feito em dinheiro corrente, como em cheques, que serão resgatados pelo Banco depositário junto ao serviço de compensação de cheques, ou pelo serviço de cobrança.
Os depósitos em dinheiro produzem o imediato crédito na conta corrente em que foi depositado, mas os depósitos em cheque só terão o crédito liberado após sua compensação.
Poupança
A partir de 04/05/2012, o rendimento da caderneta de poupança será diferente: sempre que a Selic for menor ou igual a 8,5%, o rendimento da poupança deixará de ser 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) e passará a ser 70% da Selic (taxa básica de juros) mais a TR.
Essa medida será válida apenas para os montantes aplicados na caderneta de poupança a partir desta sexta.
Diante dessa notícia, muitos investidores se perguntam: nesse novo cenário, qual a melhor decisão de investimento? Se a Selic alcançar o patamar de 8,5%, devo aplicar os meus recursos na poupança, no Tesouro Direto ou em CDB?
A primeira decisão que o investidor deve tomar é se vale mais a pena a poupança ou o Tesouro Direto.
Vantagem da poupança é não-incidência de IR
A principal vantagem da aplicação em poupança é a não-incidência de Imposto de Renda sobre os seus rendimentos. Já as aplicações no Tesouro Direto e em CDBs pagam IR. A alíquota de IR varia conforme o prazo: 22,5% para investimentos de até 180 dias; 20% para investimentos entre 180 e 360 dias; 17,5% para investimentos entre 360 e 720 dias e, por fim, 15% para investimentos com prazo superior a 720 dias.
Além do IR, os investimentos no Tesouro Direto estão sujeitos a três taxas: taxa de negociação de 0,1% (paga uma única vez no momento da compra); taxa de custódia de 0,3% ao ano e taxa de corretagem, que varia de corretora para corretora (nas principais corretoras essa taxa é nula).
Tendo em conta essas vantagens e desvantagens e assumindo uma TR média de 0,02% ao mês e a atual Selic em 9% ao ano, a rentabilidade do Tesouro Direto supera a rentabilidade da poupança, independentemente do período de investimento. Devido à alíquota regressiva do IR (paga menos se o prazo for maior), o Tesouro Direto ganha ainda mais da poupança se o dinheiro ficar aplicado mais tempo.
VEJA O QUE É MELHOR
Investimento mais vantajoso de acordo com a Selic (ao ano) e o período de aplicação
PRAZO DE INVESTIMENTO
Selic de até 3,40%
Selic entre 3,40% a 4,15%
Selic de 4,15% a 5,5%
Selic de 5,5% a 8,25%
Selic acima de 8,25%
Até 6 meses
Poupança
Poupança
Poupança
Poupança
Tesouro Direto
De 6 meses a 1 ano
Poupança
Poupança
Poupança
Tesouro Direto
Tesouro Direto
De 1 a 2 anos
Poupança
Poupança
Tesouro Direto
Tesouro Direto
Tesouro Direto
Mais de 2 anos
Poupança
Tesouro Direto
Tesouro Direto
Tesouro Direto
Tesouro Direto
Fonte: Samy Dana, professor da FGV
Uma vez decidido entre poupança e Tesouro Direto, o investidor deve procurar o seu banco e ver qual a rentabilidade do CDB oferecido como percentual do CDI (Certificado de Depósito Inter-Bancário) para tomar a decisão final.
Vale lembrar que investir em um CDB é o mesmo que emprestar dinheiro ao banco. Dessa forma, o investidor deve procurar CDB de bancos grandes e com boa capacidade de crédito.
No atual cenário, o Tesouro Direto será preferível a qualquer CDB com rendimento inferior a 94% do CDI. Caso contrário, o investidor deverá optar pelo investimento em CDB em detrimento do Tesouro Direto.
Com Selic em 8,5% e novas regras, poupança perde atratividade
Se a Selic caísse para 8,5% e o regime antigo da poupança fosse mantido, a rentabilidade da poupança superaria a rentabilidade do Tesouro Direto para investimentos com prazo de seis meses.
Contudo, levando em consideração o novo regime da poupança, isso não ocorre. Portanto, o Tesouro Direto se mantém mais vantajoso do que a poupança, independentemente do período de investimento.
Com o novo sistema de poupança e a Selic a 8,5%, as conclusões são basicamente as mesmas do que com a atual Selic e o antigo sistema de poupança: o Tesouro Direto é preferível à poupança e a qualquer CDB cujo rendimento seja inferior a 94% do CDI.
Com o novo regime da poupança, a sua rentabilidade só será superior à do Tesouro Direto com uma taxa Selic inferior a 8,25% para investimentos de seis meses; 5,5% para investimentos de um ano; 4,15% para investimentos de dois anos e 3,4% para investimentos de três anos.
Em suma, levando em consideração o novo cálculo do rendimento da caderneta de poupança, podemos destacar os seguintes dados:
Selic maior ou igual a 8,25%: Tesouro Direto é mais vantajoso que poupança e qualquer aplicação de CDB cujo rendimento seja inferior a 94% do CDI
Selic inferior a 8,25%: "nova poupança" será mais atrativa para investimentos de até seis meses
Selic inferior a 5,5%: "nova poupança" será mais atrativa para investimentos de seis meses até um ano
Selic inferior a 4,15%: "nova poupança" será mais atrativa para investimentos de um até dois anos
Selic inferior a 3,4%: "nova poupança" será mais atrativa até mesmo para investimentos de prazos mais longos, como de três anos
(*Colaborou Miguel Bandeira, graduando em Economia, consultor e conselheiro da CJE-FGV)
Fonte: Site UOL Economia
Títulos Privados
CDB - Certificado de Depósito Bancário
O que são
Antes da introdução dos fundos de investimento, os CDBs eram uma das principais alternativas de investimento no mercado brasileiro. Os CDBs são títulos emitidos por bancos, que podem ser vistos como um depósito bancário, já que ao comprar o CDB você na verdade está emprestando o dinheiro para o banco, e recebendo em troca o pagamento de juros.
Além dos CDBs, os bancos também emitem os RDBs (recibo depósito bancário), que têm as mesmas características de um CDB, com a diferença de que não admite negociação antes de seu vencimento. Porém, este pode ser rescindido em caráter excepcional desde que em concordância com a instituição depositária. Neste caso só pode ser devolvido o principal, isto é, sem os juros.
Rentabilidade
A taxa paga pelos bancos pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante, essa última atrelada a um percentual da variação de um índice, que pode ser a TR, TJLP, CDI, ou um índice de inflação, como o IGP-DI ou IGP-M. Nos CDBs pré-fixados, como o próprio nome já sugere, você sabe na hora da compra quanto irá receber em juros, enquanto nos pós-fixados a remuneração que você receberá só será definida depois do vencimento do título.
Normalmente, as aplicações têm prazos que variam entre 30 dias e 180 dias. Em geral os bancos concedem taxas melhores de acordo com o volume investido, isto é, quanto maior o investimento, melhor deve ser a taxa que você receberá do banco.
Riscos de investimento
Ao aplicar seu dinheiro em um CDB, o maior risco é de que o banco que emitiu o CDB fique inadimplente, ou seja, que o banco quebre antes de pagar seus clientes. Nesse caso, a aplicação é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), vinculado ao Governo Federal, até um valor máximo de R$ 20.000,00 por CPF. Vale lembrar que os fundos de investimento não se beneficiam com recursos do FGC.
Assim como grande parte dos fundos de renda fixa, os CDBs pré-fixados se beneficiam de liquidez diária, isto é, você pode sacar seu dinheiro a qualquer momento, mas assim como acontece com os fundos, se o saque acontecer antes de 30 dias terá de pagar IOF regressivo, isto é, quanto mais tempo deixar o dinheiro investido menos paga em IOF. No vencimento do CDB, você recebe um crédito automático em sua conta corrente, já descontado o pagamento de imposto de renda sobre o rendimento bruto do CDB no período.
Fonte: Site InfoMoney
Letras de Câmbio
Tipo de título negociável no mercado. Consiste numa ordem de pagamento em que uma pessoa ordena que uma segunda pessoa pague determinado valor para um terceira. Deve trazer, de forma explícita, o valor do pagamento, a data e o local para efetuá-lo.
Cobrança e Pagamento de Títulos e Carnês
A cobrança bancária tem por finalidade processar mediante registro a cobrança de títulos entregues ao Banco através de borderaux de cobrança, referentes ao faturamento das empresas.
Para tal são emitidos bloquetes e entregues aos sacados, ficando o Banco incumbido do controle, acatando sempre que solicitado pelo cedente instruções para alterações de cobrança necessárias.Os bloquetes são emitidos em substituição às duplicatas, notas promissórias, de câmbio, recibos ou cheques e têm o poder de circular pela câmara de compensação.
Pelo motivo da grande concorrência e à necessidade de qualificar cada vez mais o produto, foram criados diferentes e sofisticados tipos de cobrança baseados na tecnologia dos recursos da informática.
O fluxo de cobrança bancária se resume: em quem vende (cedente) e quem compra (sacado) e no banco, que faz a intermediação da operação, recebendo o valor do sacado e repassando ao cedente.
Os Bancos oferecem diversas formas de procedimentos, os quais tem custos valores diferenciados se guindo as modalidades apresentadas a seguir:
a) convencional; b) cobrança pré-impressa sem registro; c) cobrança pré impressa com registro; d) cobrança escritural; e) cobrança por teleprocessamento.
A cobrança de títulos é de extrema importância aos bancos comerciais, pois estreitam relações entre o banco e seus clientes podendo assim ofertar outros tipos de produtos de seu portifólio.
Transferências Automáticas De Fundos
As transferências legais são regulamentadas em leis específicas. Essas leis determinam a forma de habilitação, transferência, aplicação de recursos e prestação de contas. Há duas formas de transferências legais:
Transferências automáticas;
Transferências fundo a fundo: repasse por meio da descentralização de recursos diretamente de fundos da esfera federal para fundos da esfera estadual, municipal e do Distrito Federal, utilizadas nas áreas de saúde e de assistência social.
Ambas as modalidades de transferências legais dispensam a celebração de convênio, ajuste, acordo ou contrato.
Público-alvo:
As transferências automáticas e fundo a fundo são realizadas, regular e automaticamente, da União para os estados e municípios, para o financiamento de ações e/ou programas de interesse do governo federal, mediante emissão de Ordem Bancária do Tesouro para crédito automático nas contas correntes dos favorecidos (estados, municípios, organizações não-governamentais etc).
Fonte: Site do Banco do Brasil
Commercial Papers
O que são
Assim como as debêntures, os commercial papers são títulos de dívida emitidos por empresas, que podem, ou não, ser financeiras. Contudo, ao contrário das debêntures, têm um prazo mais curto de duração, e são indicados para investidores interessados em aplicações de curto prazo.
O prazo mínimo dos commercial papers é de 30 dias e o máximo de 360 dias. Os recursos obtidos com a emissão dos commercial papers em geral são usados para financiar as atividades de curto prazo da empresa, ou necessidades de capital de giro, como a compra de estoques, o pagamento de fornecedores, etc.
Rentabilidade
A rentabilidade dos commercial papers é definida pelos juros pagos pela empresa ao investidor, juros estes que podem ser pré-fixados (maioria dos casos), pós-fixados, neste caso baseado no desempenho de um indexador definido no contrato. Também existe a possibilidade de emissão de commercial papers em dólares, que são uma boa alternativa para quem está buscando aplicar em dólar.
Por se tratar de emissões de curto prazo, a garantia da operação em geral está vinculada à situação financeira da empresa. Da mesma forma que com as debêntures, há a necessidade de registrar a emissão junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e contratação de uma instituição financeira para a intermediação.
Se desejar é possível vender um commercial paper antes do vencimento para outro investidor, para isso basta transferir a sua titularidade através de endosso. Por outro lado, a empresa também pode resgatar antecipadamente um commercial paper, mas para isso é preciso que tenha decorrido o prazo mínimo de 30 dias.
Onde comprar
Agora que você já sabe um pouco mais sobre outras aplicações em renda fixa além do CDB, fica a dúvida sobre onde comprar, ou o que fazer para investir o seu dinheiro. No caso dos títulos emitidos pelas instituições financeiras, como os CDBs e as letras hipotecárias, a resposta é bastante simples. Basta entrar em contato com o banco onde você tem conta ou qualquer outra instituição financeira para saber das oportunidades de investimento.
Já no caso das debêntures, apesar de poderem ser negociadas em Bolsa de Valores, na maioria das vezes as debêntures são negociadas em mercado de balcão. O mercado de balcão define a compra e venda de títulos fora do ambiente das bolsas, através de contato direto com os bancos de investimentos, bancos múltiplos com carteira de investimento, sociedades corretoras e sociedades distribuidoras.
Em junho de 1998 a negociação de debêntures foi simplificada com a criação do SND - Sistema Nacional de Debêntures. O SND tem como objetivo de registrar, permitir a negociação, custódia e a liquidação financeira de operações realizadas com debêntures no mercado de balcão brasileiro, facilitando a negociação destes papéis. Exatamente por isso a maioria das emissões públicas de debêntures é registrada no SND.
Fonte: Site InfoMoney
Arrecadação de Tributos e Tarifas Públicas
A arrecadação de Tributos e Tarifas Públicas é um serviço prestado às instituições públicas, em regra por força de acordos e convênios específicos, que estabelecem as condições de arrecadação e repasse desses tributos/tarifas.
Para os entes estatais a vantagem é a facilitação da arrecadação, à medida que oterá maior facilidade para o pagamento, o que contribui, decisivamente, para o adimplemento pontual dos débitos.
Acresça-se, ainda, que a centralização da arrecadação em determinados Bancos facilita o controle de caixa e dos débitos dos contribuintes.
Para os bancos também há vantagens: se de um lado despende com a estrutura de sua máquina para um serviço em favor da Entidade Pública, de outro lado recebe um fluxo maior de recursos, que permanecem em seu caixa ¨C além, é claro, de ser um fato de aproximação, senão até de expansão, de sua clientela.
Internet Banking - Home/Ofice Banking
Dos serviços disponíveis no mercado, se destaca o Internet/Home-Ofice Banking, que disponibiliza para o cliente, a obtenção da quase totalidade dos serviços obtidos nas redes de Agências, os quais passam a ser tratados pelo próprio cliente, que mediante senha específica, efetua transferências de valores, obtém extratos, saldos, movimenta suas aplicações nas mais diversas modalidades, efetua o pagamento de suas contas, transmite dados para o processamento de cobrança bancária e suas instruções, acessando ainda toda a movimentaçãoda mesma.
O Home Banking conecta o computador do cliente ao do banco com o intuito de trocarem informações a respeito de saldo e movimentação em conta corrente, de cobrança, aplicações,resgates, operações de empréstimos, cotação de moedas, índices e bolsas de valores, saldo de poupança.
A comunicação é constituída de duas vias, tanto o banco pode obter informações do que o cliente necessita quanto o cliente pode obter informações sobre o banco.
Pode ser feita por linha telefônica ou através de comunicação do próprio banco, via satélite, com garantia total de conexão, proporcionando segurança, velocidade e qualidade.
As condições desegurança oferecida pelo banco dizem respeito principalmente ao acesso, ao home banking, através de senha com absoluto sigilo e limita o acesso às informações.
Para garantir a segurança da transmissão os dados são criptografados(codificação secreta e segura).
O Home Banking tem sido mais utilizado últimamente através da Internet passando a ser chamado de Internet Home Banking ¨Cmas os serviços oferecidos são exatamente os mesmos do Home Banking sem a Internet.
De modo geral podemos ainda afirmar que as instituições bancárias, disponibilizam aos seus clientes, a quase totalidade das suas operações de prestação de serviços e investimentos para o acesso e o conforto dos seus clientes, das suas próprias residências, como Verdadeiros bancos virtuais.
Remote Banking (Banco Virtual)
Para que houvesse uma redução de custos de intermediação financeira, os bancos concluíram que havia necessidade de reduzir o trânsito e a fila de clientes nas agências.
Esse o motivo para o aprimoramento dos Bancos 24 horas, onde se dá o atendimento remoto (fora das agências) da clientela.
Esse tipo de atendimento se utiliza da rede banco 24 horas (saques, depósitos, pagamento de contas, solicitação de entrega de talões de cheques, etc), empresas tipo balcão eletrônico,cartões magnéticos em redes de postos de gasolina, redes de lojas e etc.